O último vulcão da Bacia dos Cárpatos

Você já se perguntou o porque da Hungria possuir tantos banhos termais com águas escaldantes espalhadas por todo seu território?

A Bacia dos Cárpatos é hoje um ponto quente para os cientistas, nos últimos 20 milhões de anos, os vulcões da Bacia dos Cárpatos produziram as maiores erupções da Europa. Sabe-se que as montanhas Mátra, Börzsöny e Tokaj, por exemplo, foram criadas por atividade vulcânica como resultado de um processo iniciado há 16 milhões de anos.

O vulcão Csomád, na Transilvânia, foi o último a entrar em erupção na Bacia dos Cárpatos, 10.000 anos atrás, mas sua câmara de magma ainda contém lava derretida. Atualmente, não há indicação de que ele se tornará ativo, mas também não há garantia de que ele permaneça inativo.

No topo do Csomád, é encontrado o único lago de cratera da bacia dos Cárpatos, o Lago Saint Anna. O vulcão é jovem em termos geológicos e está longe de ser um vulcão “permanentemente extinto”.

A investigação do vulcão aparentemente inativo de Csomád por cerca de 15 anos revelou que ele não está extinto. Além disso, com base em seus resultados científicos, os cientistas húngaros sugerem a introdução de um novo conceito na vulcanologia: um vulcão com uma câmara de magma potencialmente ativa.

Embora a erupção mais recente de Csomád tenha ocorrido há mais de 10.000 anos atrás e, portanto, não possa ser oficialmente chamada de vulcão potencialmente ativo, a pesquisa ainda indica magma. E enquanto houver magma, há o potencial de uma erupção vulcânica.

Mas quando isso acontecer, não se pode dizer com certeza. O Csomád não é um vulcão suave, sua erupção mais recente foi acompanhada de violentas explosões – pelo menos é o que podemos deduzir das pedras vulcânicas espalhadas por vastas áreas. Poderia ter sido algo como a erupção do Vesúvio em 79 dC.

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